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Desmistificando computadores do “povão”

Postado por Thiago Portella na categoria Manutenção e Hardware no dia 24-10-2009

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image thumb Desmistificando computadores do povão Ao longo de muito tempo eu tenho notado uma certa aversão das pessoas aos computadores populares vendidos nas lojas de eletrodométicos mais conhecidas do país. Porém, reparei que está havendo uma generalização em relação às dores de cabeça causadas por estes aparelhos. O que quero dizer é que nem tudo é tão ruim assim.

É fato que assim como os eletrodomésticos os computadores de segunda linha possuem lá seus defeitos em massa. Geralmente, quando ocorrem, são problemas bem parecidos, senão os mesmos. Prova disso é que no meu trabalho, vários usuários possuem notebooks da Positivo e Itautec. Estas duas marcas visam atender uma demanda um pouco menos exigente em questões de performance ou que são menos abastadas. No meu caso, presto serviços de Help Desk à Secretaria Estadual de Educação do RJ e o Governo cedeu notebooks aos professores e, é claro, ninguém iria meter a mão no bolso para dar um Dell ou MacBook para cada um dos educadores (não que eles não mereçam). Sendo assim, são utilizados nas linhas de montagem, componentes de segunda linha, manufaturados de forma mais barata.

Com os notebooks da Positivo, os principais problemas que recebo são falhas nos conectores internos de alimentação, pois quebram ou se deterioram com facilidade. Ou ainda, problemas na Bios, ocasionando travamentos e impedindo a inicialização do sistema. Talvez os maiores problemas não sejam com o fabricante do Hardware (placa-mãe, HD, processador), mas sim com a integração dos componentes no chassi dos computadores. Podemos também fazer comparativos entre as duas marcas. Independentemente da configuração da infraestrutura da rede, as máquinas da Itautec possuem uma recepção melhor do sinal de rádio emitido pela antena de apenas 2Dbi de um access point. Enquanto isso, os usuários dos notes Positivo tendem a reclamar, mas a verdadeira solução é realmente ampliar o sinal, seja pela potência do rádio ou pela capacidade da antena. Porém, se você possui um equipamento capaz de reconhecer um sinal de baixa intensidade, certamente é mais vantagem comprá-lo.

Mas como saber qual marca é melhor?

Realmente não é fácil. Vemos em anúncios de jornal, TV ou encartes das lojas as diversas configurações. O negócio não é saltar os olhos sobre as máquinas mais robustas. Um computador Desktop com 4GB de memória e 320GB de disco não quer dizer nada uma vez que estes equipamentos estejam conectados à uma placa mãe de péssima qualidade. E os problemas também podem ocorrer entre os periféricos. Particularmente, acredito que a Itautec, pelo fato de estar a mais tempo no mercado e atendendo a grandes clientes, já possua um hardware mais robusto e com uma qualidade pouco superior aos demais.

Mesmo com todos os problemas, NÃO podemos dizer que marcas como Positivo, Itautec, Kennex e outras não prestam!

Precisamos observar algumas coisas muito importantes além do preço atrativo:

  • Qualidade do suporte técnico;
  • Tempo de garantia;
  • Histórico de defeitos e reclamações sobre a marca;
  • Rede de prestadores de serviço (muitas pessoas precisam percorrer grandes distâncias para chegar às autorizadas).

Estes, ao meu ver, são os principais fatores a serem avaliados na hora de comprar um computador de baixo custo. Estas máquinas até que possuem boa relação custo x benefício. Ah! outra coisa muito comum: muitas pessoas torcem o bico e deixam de comprar o equipamento só por que eles vêm com Linux instalado. Daí, muitos pensam que é proibido mudar o sistema operacional e abrem mão do produto. Deixem o pinguim fora disso, pois ele ajuda a baixar o preço e o software livre colaborou muito para que os computadores chegassem às casas de quem antes não podia pagar por eles.

Não sabe como escolher um bom computador? Comece lendo nossos posts da série “Dicas para comprar seu computador”:

Boa sorte na escolha!

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Comentários (8)

Desmistificando computadores do “povão” http://bit.ly/1xMj2V

Desmistificando computadores do “povão”: Ao longo de muito tempo eu tenho notado uma certa aversão das pessoas .. http://bit.ly/1xMj2V

“Deixem o pinguim fora disso”
Neste post o pinguim realmente não tem relação, mas seria interessante um assunto que o abordasse, já que vejo muito numas comunidades que participo pessoas que compram um pc na loja que vem com Linux, não gostam do sistema e aí pedem ajuda para poder instalar o Windows.
Ou então, aparecem reclamando algo como: não sei como vocês conseguem usar Linux, eu to usando aqui faz duas horas e é horrível.
Só que geralmente as distros Linux que acompanham os pcs de loja são ruins mesmo. >.<
Isso acaba contando ponto negativo para o Linux, pois não é a primeira impressão a que fica? Se for, a pessoa já não irá mais ter vontade/curiosidade de usar o o.s pois viu que "é" ruim.
Complicado.

Por falar nesses PCs, estou querendo comprar um, sem gastar muito e que dá pra rodar jogos (nada muito complexo… tipo GTA, FIFA, Far Cry, guerra…).. vi esses abaixo e gostaria da opinião de vocês, mas especificamente na configuração/marca dos mesmos:
- Computador X4 Quad Core 9500 2.2GHz 4GB 500GB DVD-RW Linux – Pauta + Monitor LCD 20″ Widescreen W2043 – LG. R$ 1.699,00
- Computador I940 c/ Intel® Core 2 Duo E7200 2.53 Ghz 4GB 750GB DVD-RW Linux – SIM + Monitor LCD 18,5″ Widescreen W1943 – LG. R$ 1.599,00
- Computador Semprom LE1250 2.2GHz 3GB 160GB DVD-RW Linux – Space BR + Monitor LCD Widescreen 15,6″ W1642C – LG – R$ 999,00.

Obrigado!

Para Unknown Blogueira:

Amigo, você tem toda razão. A maioria das distros que vejo acompanhando estes PCs são mesmo ruins. Muitas vezes elas são desenvolvidas pelos próprios integradores, como é o caso da Kennex que desenvolveu uma distro própria, cujo nome não me recordo agora. Eu prefiro acreditar que eles façam isso como uma forma de terem um produto “completo” para a venda sem perder muito tempo projetando a customização da sua distribuição de software livre Realmente, a insatisfação do usuário doméstico pode estar relacionada com a má qualidade da distro. Obrigado pela colaboração. Discutiremos isto num post futuro.

Para Gustavo:

Você apresentou 3 configurações cujos níveis, do primeiro ao último seriam, respectivamente, Robusta – Média – Leve.
O Quad Core, sem dúvida seria mais adequado a jogos e o Dual Core também. Quando à capacidade de armazenamento, a partir de 320GB você pode se considerar satisfeito, pois apesar de os jogos ocuparem bastante espaço, você vai demorar um pouco para ter utilizado tudo isso, mas pode com certeza comprar este com 500GB, pois é espaço de sobra. Sobre o Sempron, acredito com quase toda a certeza que ele não é recomendado para aplicações pesadas e visa atender escritórios e usuários com um perfil menos entusiasta, que necessitam apenas de um computador rápido, estável e que atenda à funções básicas, como navegação na internet, reprodução de áudio e vídeo e outras coisas que não sejam relacionadas à edição gráfica e jogos. Quanto à memória, quando mais, melhor! Mas fique ligado no que diz respeito à placa-mãe. Lembre-se que no caso dos processadores Intel, a melhor maneira de se obter máxima performance é combinando-os às placas do mesmo fabricante. Espero ter ajudado.
Obrigado.

Thiago, show de bola. Ajudou bastante. Muito obrigado. Abç.

Olá, é a primeira vez que comento em seu blog e quero te dar os parabéns por esse excelente texto!

Realmente os computadores mais populares sofrem com esse preconceito de que nenhum deles presta e o consumidor acaba pagando mais por uma máquina quando poderia escolher uma que lhe proporcionasse um ótimo custo benefício. Só é preciso que esses consumidores realmente enxerguem melhor como realmente são os PCs mais populares de hoje em dia (comparando com os que eram vendidos na época do início do programa Computador para Todos, quando os PCs vendidos eram realmente ruins em sua maioria) e este texto pode servir como uma ótima referência para o assunto.

Sobre a questão do Linux nos PCs vendidos no varejo, realmente existem muitas distros que na minha opinião nem deveriam existir, tamanha a baixa qualidade. Um exemplo notório – que cito baseado em experiência própria – é o Satux Linux. Esse sistema veio no notebook que minha irmã ganhou em seu trabalho. Eu pedi pra experimentar e fui o primeiro a ligar o aparelho. Qual não foi minha surpresa quando a primeira coisa que o Satux fez foi travar e abrir trocentas janelas de uma vez só, como se fosse um windows XP cheio de virus?

Vejam bem, não estou dizendo que o Satux veio com virus (pasmem), e sim que o defeito que o Satux apresentou parecia visualmente com um Windows infectado.

Eu creio que um passo importantíssimo para a popularização do Linux seria a instalação de distribuições GNU/Linux melhores nos PCs populares. De nada adianta esperar que um usuário use seu PC novo com Linux e o sistema venha cheio de erros e bugs. Numa situação com essa é perfeitamente compreensível que o usuário tenha uma má primeira impressão e peça ajuda para formatar tudo e instalar o Windows, com o qual ele já está familiarizado. Sistemas opensource mais amigáveis e mais robustas (Ubuntu, por exemplo) seriam o ideal, creio eu.

No mais, peço desculpas se acabei me repetindo no assunto (não li os comentários, vim direto comentar). E parabéns por esse texto muito bem feito. Voce ganhou mais um leitor. ;)

@Giancarlo Zer0

Muito obrigado pela sua colaboração e é com muita satisfação que recebo seu comentário.
Como citei no texto, alguns integradores (prefiro não chamar de fabricantes) inserem nos computadores suas próprias distros, de forma que, apesar de o Linux ser um sistema opensource, eles conseguem fazer uma certa “propaganda”, a partir do momento em que tem uma distro desenvolvida por eles (porém isto é o meu ponto de vista e não quer dizer que seja realmente por isso)! Não é bem o caso, mas vale como exemplo, o Linux Educacinal, que foi desenvolvido pelo MEC em cima do Kubuntu. Basicamente é isto que empresas como a Kennex faz.

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