Postado por Thiago Portella | 21 - outubro - 2009 | 56 Comentários

image Você se lembra de quando os aparelhos tocadores de MP3 invadiram o mercado brasileiro? Lembra-se como eram diversificados e ao mesmo tempo bem parecidos? Pois é, dava pra ver que alguns possuíam a mesma forma, conteúdo (firmware), mas eram de “marcas” diferentes.

Alguns eram de grandes marcas, como Philips e samsung, mas outros eram como imitações barateadas destes produtos, sendo fabricados na China e vendidos sobre outras marcas, muitas das quais a gente nunca ouvira falar antes, e mesmo assim lotavam as lojas e bancas de camelôs.

Para fazer um comparativo, basta prestar atenção aos joystics feitos para computador ou até mesmo para consoles que visam imitar o formato ou design dos controles de playstation, ainda que não fossem originais, serviam bem ao usuário, mas sem fornecer a devida qualidade ou durabilidade. Hoje em dia, nos deparamos com uma nova “coqueluche”, o Iphone ou, de modo mais abrangente, os smartphones. Aparelhos caros, porém cheios de recursos que geram um contraste entre tamanho e funcionalidade, dando às pessoas diversos recursos na solução e definição de seus problemas ou necessidades tendo tudo na palma da mão.

imageCom essa febre de consumo (e com os consumidores em sua maioria de menor poder aquisitivo querendo se aproximar cada vez mais das novidades), veio uma onda de produtos quase que falsificados. Digo “quase”, pois tais produtos não recebem o nome do fabricante dos produtos originais como os da Nokia e Apple, por exemplo. Tratam-se de réplicas grosseiras de aparelhos destes fabricantes, bem como de outros também conhecidos. Enquanto celulares originais deste porte são comercializados nas lojas com preços a variar de R$ 600 a R$ 3000, aparelhos replicados através de engenharia reversa pelos asiáticos são vendidos em pequenas lojas de eletrônicos, bancas de comércio informal, feiras livres e até mesmo na internet por preços mais acessíveis a quem não pode pagar pelos genuínos telefones. Estes preços chegam a beirar os R$ 300, mas de certa forma, dão ao comprador a ilusão de estarem “saindo por cima” daqueles que realmente metem a mão no bolso por um produto de qualidade e que cumpra o que promete. Vou listar abaixo o que as pessoas podem estar levando para casa ao comprarem algo tão barato:

  • O que chama muito a atenção dos consumidores é a capacidade que os aparelhos têm como receptor de TV, porém vale lembrar que o sistema é totalmente analógico, e não digital, como alguns chegam a dizer.
  • As câmeras possuem baixa resolução (VGA) e não em megapixels.
  • Os processadores não são capazes de desempenhar todas as tarefas que seus “primos ricos” conseguem.
  • Na maioria, não é possível instalar aplicativos nestes aparelhos, como programas e jogos, obrigando o usuário a se contentar com o que os fabricantes disponibilizam internamente.
  • Os sistemas operacionais são puramente pirateados, extraídos de aparelhos originais, o que justifica o problema citado acima.
  • Alguns deles operam com 2 chips, porém não simultaneamente.
  • Os níveis de radiação emitidos pelos aparelhos falsificados estão acima do limite permitido pela Anatel, não possuem homologação e certamente, não são inspecionados, devido à forma como entram no país.
  • O volume de áudio dos aparelhos pode ser tão elevado que muitas vezes é irritante, pois o som chega a ficar distorcido ou com bastante ruído. Ter um celular que não te faça perder as chamadas não é o mesmo que ter um que berre no seu ouvido.
  • Por último, mas não menos importante é a “carcaça” dos aparelhos. Frágil, barata e de péssima qualidade. Um aparelhos desses se desgasta facilmente em relação aos originais, devido à sua pintura e resistência a atritos (dentro do bolso, bolsa, mochila, superfícies diversas, etc.)

Fique atento! Caso resolva comprar um aparelho genérico ou similar, leve em conta tudo o que foi citado aqui. Se quiser saber um pouco mais sobre o assunto, leia o artigo do Guia do Hardware neste link.

Abraços.

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56 comentários até agora...

  1. Quer comprar um smartphone chinês super baratinho?? Saiba aqui o porque NÃO comprar um -> http://migre.me/a08y

  2. Thiago Portella disse:

    Divino, eu entendo sua posição, mas acho que me chamar de desinformado não foi legal.
    O que eu fiz foi resumir o que é dito no artigo citado no link ao final do texto. Ou seja, eu não tirei isso do nada. Os aparelhos certamente estão melhorando, como eu li em alguns comentários.

    De todo modo, agradeço pela sua participação. Uma beijoca pra você!

  3. Alex disse:

    @Thiago Portella
    hahahaha

  4. [...] Agora, particularmente, aos que me criticaram quando falei sobre os celulares Xing-Ling (mesmo que eu não tivesse sendo pago pela Nokia ou Apple), eu peço que me digam se o barato sai ou não sai caro se é ou não verdade que nada substitui o que é original. Se transportássemos o caso dos telefones para a mesma escala de infinitos danos que um GPS pirata pode causar, muitos entenderiam o que quis dizer naquele post! [...]

  5. Thiago disse:

    Eu tenho um iphone 3gs e acho ele realmente util pra min, mas aquelas pessoas que tem um Hiphone ficarem se gabando porque pagaram menos por uma imitação menos util, o iphone e realmente util no seu firmware que possibilita o appstore como baixar filmes direto de um aplicativo ,ouvir musica , ver videos entre milhares de outras coisas, noque um hiphone que nao tem um dos apps da apple store,cydia,icyr, mas e claro pra min aqueles que so querem um celular que de pra ouvir algumas musicas e falar fiquem com um celular normal mesmo nao optem por um hiphone.

  6. Raphael Lima disse:

    Olá realmente condordo plenamente com vc Thiago,

    infelizmente muitos adquirem estes produtos pois

    não querem ficar por fora das novidades ou mesmo

    perderem o “status” , ai acabam descobrindo tarde

    demais perderam mesmo foi a grana…